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Acordo Brasil-Chile para a certificação de orgânicos vai incentivar o comércio e promover a inclusão social

Acordo Brasil-Chile para a certificação de orgânicos vai promover o comércio e promover a inclusão social

Próxima etapa do memorando de entendimento entre Brasil e Chile sobre produtos orgânicos inclui outras áreas além do vegetal, como a pecuária, além de políticas públicas para o incentivo da produção orgânica.

 

Em palestra no Fórum Internacional da Produção Orgânica e Sustentável, na Biobrazil Fair, Virgínia Lira, coordenadora de Produção Orgânica da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, salientou o ineditismo do reconhecimento dos sistemas de garantia, que segundo ela deve abrir portas e lançar o desafio para os dois países para o trânsito e o controle da produção.

Na opinião de Virgínia, as exportações brasileiras de orgânicos deverão crescer, assim como vem aumentando o número de produtores orgânicos certificados no Brasil, em torno de 10 a 15% ao ano – são 68 mil atualmente. A especialista contou que a aliança entre os países foi costurada ao longo de seis anos, e vem entre outras vantagens reduzir custos aos produtores chilenos e brasileiros, que não mais precisarão contratar certificadoras no país para o qual exportam.

Pelo lado chileno participaram do Fórum Domingos Rojas, da Agência Sanitária do Chile, e Francisca Alvear, da área orgânica. De acordo com Rojas, o Chile está em 21º lugar mundial na produção de alimento, e a exportação de orgânicos chegou a US$ 305 milhões. É meta daquele país, segundo Francisca, incentivar a produção orgânica para consumo local, incluindo o aumento dos sistemas participativos – incluem o produtor, distribuidor, transportador, comerciante e até o consumidor.

O Chile, acrescentou Francisca, objetiva levar benefícios com o memorando a pequenos e médios agricultores, promovendo o desenvolvimento rural. A área de produção orgânica naquele país, atualmente, é pequena, de 15 mil hectares.

Trocando em miúdos, com o memorando assinado, Chile e Brasil reconhecem o sistema de certificação orgânica e o respectivo controle, significando que qualquer produto brasileiro que cumpra com a certificação do País estará automaticamente certificado no Chile, e na mão contrária idem. Para que isso aconteçam, os produtos deverão exibir dois selos de certificação, um de cada país do inédito acordo regional de comércio orgânico.

É intenção do Chile fomentar o comércio de produtor orgânicos entre os países, facilitar o acesso aos mercados e promover a inclusão social de pequenos produtores. Há no Chile 17 organizações participativas, incluindo comunidades indígenas. O acordo, na visão dos três especialistas, põe fim a um dos grandes problemas do mercado orgânico mundial, e serve de exemplo.

 

Fonte: Primeira Página.

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