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Coleta de recicláveis aumenta 300% em Santos

 

Lei Recicla Santos completa dois anos e tem obtido bons resultados. Em 2018, a Prefeitura recolheu 12.110 toneladas de recicláveis, um inédito aumento de 265% em relação a 2017.

 

No próximo dia 2 de julho a Lei Recicla Santos completa dois anos. Desde que entrou em vigor, a Lei Complementar 952, que disciplina o gerenciamento do lixo e da coleta na cidade tem obtido bons resultados.

Tanto que, em 2018, a Prefeitura recolheu 12.110 toneladas de recicláveis, um inédito aumento de 265% em relação a 2017 (4.562 t) e 321% em relação a 2016 (3.765 t). Com esse avanço, a média histórica, que ao longo dos últimos 26 anos jamais ultrapassou 2% de reciclagem, alcança atualmente cerca de 18%, uma das maiores taxas do País.

A nova legislação impôs que residências e comércios que geram menos de 120 quilos ou 200 litros de resíduos por dia separem o lixo orgânico do reciclável.

Também tirou das costas dos munícipes os gastos com a coleta de resíduos dos grandes geradores, ou seja, àqueles que produzem 120 quilos ou 200 litros de resíduos por dia passaram a arcar com a coleta e destinação correta de tudo o que descartam.

A fiscalização é feita diariamente, inclusive aos finais de semana, por funcionários da Secretaria de Meio Ambiente (SEMAM). Eles se dividem e passam de bairro em bairro vasculhando contentores, observando o descarte de empresas, residências, e registrando irregularidades em fotos. Também são realizadas forças-tarefas mensais.

Mesmo com as rondas, a maior dificuldade das equipes ainda é o flagrante. Quando ocorre, uma multa, que varia de R$ 1.200 a R$ 50 mil, é lavrada no ato. Uma das ocorrências flagrou o funcionário de um restaurante jogando recicláveis junto com o lixo orgânico em uma caçamba a duas quadras do estabelecimento, para tentar despistar a verdadeira origem.

Também existem situações onde as equipes localizam descarte de lixo irregular sem flagrante, mas conseguem rastrear de onde ele veio. Nesses casos é lavrada uma intimação e, em caso de reincidência, multa.

Até maio de 2019 foram aplicadas 61 multas, somando R$ 238.668,16, segundo a assessoria da SEMAM. O valor arrecadado vai para o Fundo Municipal de Meio Ambiente, que tem como objetivo desenvolver ações e programas de educação ambiental.

 

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Fonte: Primeira Página com informações do Diário do Litoral.

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