Painel de políticas públicas falou sobre o lançamento do PLANAPO e o futuro sustentável

A Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo) demonstra o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento rural sustentável, em resposta às preocupações da sociedade sobre a produção de alimentos saudáveis e a conservação dos recursos naturais. Neste sentido, a Mesa 2, do PAINEL DE POLÍTICAS PÚBLICAS: Transformando a Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil, falou sobre a importância da construção de um futuro sustentável, com o foco na Agroecologia e Produção Orgânica no Brasil.

Rogerio Dias, presidente do Instituto Brasil Orgânico falou sobre a tão aguardada aprovação Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PLANAPO), e ressaltou a importância que ele tem e integrar, articular e adequar os diversos setores, mas também de não se esgotar a responsabilidade de continuar batalhando pela execução plena do plano e da fiscalização das ações em prática. De acordo com  Dias, o PLANAPO é um desafio muito grande, é um espaço de disputa, que ainda possui pouca verba diante de todas as necessidades.

Para Dias, quando se discute agroecologia,  se discute  o sistema agroalimentar como um todo. Desde falar sobre como a isenção de impostos sobre agrotóxicos só coloca ainda mais risco a saúde da população, quanto discutir o risco da monocultura, em um país tão diverso. A monocultura,  incentivada pelos grandes produtores, traz uma alimentação deficiente, sem pluralidade, que tem foco no processo em grande escala, por isso a importância de se batalhar pela agricultura familiar, responsável pela diversidade, tão importante para segurança alimentar e a saúde de um modo geral.

Convidada para participar da mesa, Virginia Mendes Cipriano Lira, coordenadora de agroecologia e produção orgânica no MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), teve a missão de explicar todas as nuances do Planapo. Segundo a coordenadora, vem-se trabalhando constantemente na melhoria do plano, e segundo ela o maior desafio é entender todas as demandas, visto que algumas são convergentes e outras caminham em paralelo. É preciso encontrar caminhos comuns, para se ter objetividade nas iniciativas e focar no mais que é mais urgente sem esquecer das demais iniciativas a médio e longo prazo. Segundo ela, não se deve pensar em partidos e sim nas necessidades do povo e o setor precisa acima de tudo se reconhecer como grupo.

Ainda de acordo com o Virginia, mesmo antes do lançamento do Planapo, as ações já vêm sendo feitas com diversas iniciativas voltadas, inclusive, com projetos unindo a agroecologica e as instituições de ensino, para mudar a realidade das comunidades e seus entornos.

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